domingo, 4 de julho de 2010

Andorinhas

O bando de andorinhas esvoaçou em frente às minhas janelas. Quase perdi o fôlego perante tal quadro. E logo os meus 'romantic genes' pulularam em recordações e desejos de partilha. Será só comigo? Ou melhor, por que raio é que isto acontece comigo? Levei muitos anos a destruir mitos e agora, sem querer, dou por mim a reacreditar? A construir castelos no ar? Serão realmente válidos ou será que é a distância que me turva o discernimento e teima em desvendar-me entre-linhas que só eu leio?
Hum...

domingo, 27 de junho de 2010

Abraços

Abraços.
Muitos e variados... bons na generalidade.
Mas obrigatoriamente presenciais!
Dar a ideia de um abraço sem o poder sentir é provavelmente a maior privação de liberdade humana. Privação da liberdade e destroçar de coração, já que 'se não o deres, alguém o dará!'.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

dois tipos de...

No outro dia alguém (homem) disse que há dois tipos de mulheres: 'as que são para atinar' e 'as que são para f...'

Hum... e será esta a verdade ou será que o catalogador é o redutor?!
E será que haverá mais tipos de homens (falando só de heteros) ou a eterna senda do espalhar a semente pelo maior número possível de úteros (leia-se, eventualmente, depósitos de latex) é um facto incontornável?

Haverá homens capazes de amar a fidelidade?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Perdida

Estou perdida!
Parece que perdi a chave de mim e nem sequer consigo espreitar pela janela.
Como se me mexesse freneticamente sem concretização de trajecto geometricamente inteligível.
Dou por mim a errar ou nem sequer a agir, nunca a acertar!
Perdida em tudo...

segunda-feira, 3 de maio de 2010

caixa de correio

A cidade dos sonhos passou, em grande parte da minha vida, pela caixa de correio.
No passado, era forma privilegiada para prolongar os balanços e expectativas dos Verões com as minhas amigas das férias; para 'manter' as primeiras relações platónicas quando a adolescência tornava premente a ideia do 'príncipe encantado'...
A espera, a surpresa, o contacto com o papel tocado e escrito por outra pessoa... a letra, as rasuras, os asteriscos e os 'p.s.', a previsão da chegada...
Confesso que tenho saudades. Confesso que tenho muitas (todas?!) as cartas guardadas...
Hoje, a forma mudou, mas não a expectativa, não o 'suspense' ao abrir a 'mail box', a gestão das dúvidas, a leitura das entre-linhas...
A imprevisibilidade do outro, dos factores extrínsecos é imperatriz que me estenosa a glote... 'Até... à volta do correio'.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Triste constatação: não ter seguido a ideia. Será que ainda vou a tempo?!

"Um dia, o mais provável é tornares-te num chato,deixares de sair de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia,vais começar a vestir cinzento e beje,pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó.
Vais tornar-te politicamente correcto,socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias.
Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um Quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de 4 em 4 anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto.
Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada porque "vai-se andando" e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes,que não deves, que tens vergonha.
Vais ser mais triste.
Nesse dia, o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia:quando esse dia chegar,não lhe fales."
in campanha publicitária Sumol

domingo, 28 de março de 2010

Outono

De dentro do meu Outono espreito para a Primavera que galopa avançando num tempo que não vejo passar.
Parei, sem capacidade para superar a força do vento contra. O vento que sopra, apagando, roubando, aquela paixão de ser que me moldava.
Triste, perdida como a folha que caiu e não antevê o ciclo que monomerização revital.