quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Nem sempre se encontra o porquê de algumas lembranças...
Esta experiência que hoje vos proponho é um exemplo disso e, simultaneamente, uma proposta de diversão.
Já que os anos 80 insistem em voltar nas riscas das camisolas, nas lycras (muito infelizes aqui que ninguém nos ouve), nos brincos de plástico (outrora oferta das "Matutano"), nos penteados anti-spokianos mas muito pró-moikanos, porque não ceder e recordar os serões de carnaval em que a eu florista, a eu rainha, a eu dama antiga, a eu fada, a eu odalisca, a eu sevilhana, a eu sei lá mais o quê... fervilhava e atazanava a minha mãe para me levar ao baile! O que é certo é que quando quero e posso..."não há mãe que aguente" e lá ia toda saltitante...até que ouvia esta música e...
Bom...ouçam e se perceberem o sentido da coisa por favor partilhem, se não perceberem façam só como eu...divirtam-se!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Fixed up!!!


Todas as pétalas se escondem ao pôr-do-sol...um reflexo natural! Mas...em escassas horas redescobrem um mínimo raio de sol, autogerado até, que lhes dá cor, brilho, calor!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Crashed and burned

Depois da luta a derrota e a amarga sensação de ter voltado diferente...no fim da convalescença saberei o quanto. Mas entretanto...let Chris Martin fix me!

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Sanum per aqua o tanas!

Os factos somam-se, alimentam o envelhecimento, empurram as horas. Nada de novo. Novo é precipitar as horas para os factos como se cada dia fosse uma gota de água, que em conjunto com milhões de outras preenchem um copo e nós as engolíssemos de um golo...penando depois, cruelmente, com a percepção do ínfimo tamanho que o mundo tem para lá do efeito ampliador do líquido.
Será sempre assim?
Haverá outra forma de beber as horas?
Caso haja...será que vale a pena?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Ouçam dentro de vós...


Quando um quer, única e exclusivamente, receber e o outro está em fase de testar se dádivas de outrora são férteis...converge-se no silêncio...no desentendimentodo do que não se diz! Assim cresce o monstro barbudo e enrugado dos "se".
O tempo, que não volta, estreita caminhos mascarando-os de nada!
A lembrança desvanece-se imprimindo a frio uma marca que nos minimiza.
Fica a dúvida...
Antes sofrer e não a ter.
Duvidar é sofrer mil vezes mais que perder.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

5 minutos

Chegar a casa para mergulhar em duas escassas horas de intervalo entre consultas e atendimento complementar tendo que, pelo meio, trabalhar no relatório de estágio...assimilar, analisar criar e partir.
Mas... cinco minutos tenho que tirar - para mim!!!
Então, sento-me, repouso as pernas numa cadeira, seguro a taça de cereais com leite quente que me aquece a mão enquanto, de colherada em colherada, me apercebo que estou a tentar contrariar o impulso de quase não mastigar para gerar mais tempo.
Por segundos, deixo apenas que a música me inunde e acalme ao mesmo tempo que a sala descansa em torno de mim...o casaco largado no sofá, as chaves em cima da mesa, o esteto que espreita pelo fecho da mala que não fechei...a penumbra crescente do anoitecer prematuro de Inverno.

5 minutos, 5 minutos que nos damos, que nos abrem portas para pensar em outros 5 minutos de nossas vidas...
(...)Five minutes of love
Five minutes of hate
Five minutes I try to call your name
Five minutes of passion
And no one knows the right place to go
No meaning or just self-control maybe
And you walk out of there
You need to talk with somebody else
And to know the problems are waiting for
Outside the door(...)

five minutes of everything - the gift